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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

FMI adverte que há limite para cortes que Grécia pode suportar


Crise EconômicaO Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a Grécia tem que reduzir mais seu déficit fiscal, mas adverte que é preciso buscar um equilíbrio para não romper o limite de resistência da sociedade grega.

"Com toda a segurança a Grécia tem que reduzir mais seu déficit fiscal, mas a tolerância social e o apoio político têm seu limite e gostaríamos de conseguir o equilíbrio justo entre ajuste fiscal e reformas", afirma Poul Thomsen, membro da missão do FMI na Grécia, em entrevista concedida nesta quarta-feira ao jornal "Kathimerini".

Por essa razão, será necessário diminuir um pouco o ritmo do ajuste fiscal e agir mais rapidamente na aplicação de reformas para melhorar a situação da economia grega, aponta um dos principais responsáveis da negociação com as autoridades gregas.

Sobre os riscos de que a política de cortes e economia recomendada pelo FMI provoque uma recessão ainda maior, Thomsen reconhece que está preocupado, mas afirma que a "recessão, a redução de salários e o aumento do desemprego são inevitáveis" em um país com um elevado déficit fiscal e baixa competitividade.

Neste sentido, indica que é necessário realizar uma consolidação fiscal e reformas "dolorosas".
"A Grécia ainda tem um enorme rombo em competitividade. Fechar esse rombo requer medidas em muitos frentes, não só nos salários, mas está claro que os salários são altos demais para a economia em geral, se comparados com a produtividade da Grécia", argumenta Thomsen na entrevista.

REFORMAS
Em todo caso, o membro da missão do FMI aponta que ainda é cedo para decidir algo a respeito e que é preciso esperar para ver se as políticas de reformas têm algum êxito que permita evitar essa medida.

Caso contrário, "o governo deverá considerar uma intervenção mais direta por um período temporário, até que as reformas sejam efetivas".

Para o analista do fundo, essas medidas poderiam afetar o salário mínimo e aos pagamentos extras e serviriam para diminuir o desemprego juvenil, atualmente em 40%.

Além disso, Thomsen reconhece que a eliminação ou fusão de empresas e órgãos públicos considerados desnecessários trará como consequência uma inevitável demissão de funcionários.
Com relação à possibilidade de que a Grécia deixe a zona do euro, Thomsen adverte que isso significaria um aumento dramático do desemprego e uma queda ainda maior dos salários.

Fonte: Folha de São Paulo

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